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Artigo de Opinião[1] de Mário Santos
VF-4 em Portugal: Realidade Virtual?

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Antes de me alongar sobre o assunto que me leva a escrever as linhas que se seguem, gostaria de saudar todos aqueles que participam neste espaço, quer de modo mais passivo (como eu até hoje, em que lia apenas as intervenções e opiniões aqui expressas), quer de modo mais activo.

Não me vou deter sobre o tipo de argumentações em que por vezes se entra neste forum, mas uma coisa é certa: para alguém que não conhecesse o pequeno mundo do pára-quedismo em Portugal, poderia ficar a ideia de algum "azedume" e "troca de galhardetes" materializadas por algumas das quase 800 intervenções até ao momento. Reconheço que exprimir opiniões que podem ser consideradas de controversas, é algo mais fácil de fazer através da Internet (onde falamos com o teclado), do que de modo directo quando por exemplo nos encontramos para saltar ou ver os saltos ou, simplesmente, conversar depois dum dia de saltos. Mas um forum é mesmo isso: a hipótese de se exprimirem opiniões diferentes e o fairplay de aceitarmos que existam pessoas que não concordam minimamente connosco... é bom lançar polémica, mas talvez os conteúdos, pelo menos algumas das vezes, pudessem ser mais ricos e construtivos, pois é disso que o pára-quedismo nacional precisa, agora que passámos a ter um Centro de Pára-Quedismo (Skydive Portugal) com dimensão internacional.

Assim sendo, e como acredito que "mais vale sê-lo do que parecê-lo", vou partilhar, numa postura construtiva, algumas das ideias que fui adquirindo, sobretudo desde 1998, altura em que definitivamente nasci para o "mundo" do Voo de Formação a 4.

Para aqueles que não conhecem as experiências que tive ao nível do VF-4, posso dizer que tive 2 experiências (uma em 1998 e outra no final do ano passado) que me levaram a reflectir sobre o assunto. A prosa poderá parecer séria e organizada, o que, sendo intencional, se deve apenas à importância que eu dou ao assunto... qualquer projecto para ter sucesso, a par de todo o "divertimento" que nos pode proporcionar, tem de ser encarado com muita seriedade, dentro duma filosofia de compromisso, onde ninguém se sente obrigado, mas ao invés em que todos desejam participar e dar mais de si próprio, sabendo que com essa atitude, para além de se ganhar individualmente, quem ganha é a Equipa.

A iniciativa de exprimir neste espaço público, algumas das coisas que penso sobre um dos temas que mais me motiva nos meus tempos livres, resultou da percepção que tive de que, em Portugal e com as actuais condições criadas pela abertura dum Centro de Pára-Quedismo de nível internacional, será possível pensar num projecto tendo em vista a evolução técnica de equipas de VF-4 nacionais para níveis aproximados àqueles que são praticados por outras equipas internacionais.

Não me refiro a lugares de topo a nível mundial, onde são praticadas médias de 20, 21, 22 e até superiores... para além da profissionalização que tal exige e se bem que possamos encontrar nalgumas dessas equipas competidores com idades superiores a 30 anos, todos sabemos que um atleta de alta competição tem a sua génese bem mais cedo... mas com os meios de formação disponíveis na actualidade e seguindo o trilho certo, em alguns anos isso poderia ser possível para os mais jovens. Não falamos aqui de um projecto de equipas profissionais, mas de um projecto, ainda que em part-time (fim-de-semana), seja encarado por aqueles que nele participam de forma profissional, séria, dedicada, entusiástica, mas de modo divertido (for fun, como se costuma ouvir dizer).

Como se deve fazer jus à propriedade intelectual, é apropriado referir que não inventei o que aqui escrevo. As ideias aqui transcritas resultam da minha própria perspectiva sobre esta temática, bem como dos conhecimentos que tive a felicidade e a possibilidade de adquirir em estágios de Voo de Formação sob a orientação de elementos sobejamente conhecidos nesta modalidade (Jack Jefferies, Dan BC, Gary Beyer, Mark Kirkby, Craig Girard, Neal Houston, entre outros dos que participam no Projecto Airspeed), para além dos contactos que tenho vindo a manter com os mesmos, aproveitando a sua permanente disponibilidade para tal.

Como em toda as coisas onde se pretende obter evolução, também no Voo de Formação (a 4 e a 8) não surgirão os resultados esperados se não houver um projecto pensado, com um método de trabalho delineado para a obtenção de resultados decorrentes da natural evolução quando se treina aplicando esse método, e se não existirem alguns sacrifícios.

Todos aqueles, uns mais, outros menos, que estamos ligados à actividade do Pára-Quedismo, em geral, e do Voo de Formação, em particular, sentimos que, até à data, os sucessivos projectos de equipa que existem ou têm existido, normalmente assentaram em fundações que à partida já encerravam em si, condições para mais tarde não permitir uma evolução dessas equipas para patamares técnicos que Portugal já merecia.

Todos conhecemos inúmeros exemplos... o aspecto financeiro é normalmente aquele que implica as maiores restrições e derivado disso, normalmente "começa-se a construir a casa pelo telhado". O que quero dizer com isto é que, normalmente se começa por procurar um patrocínio, que nos permita fazer os saltos que gostaríamos de fazer... só que isso implica contra-partidas que sabemos, nos dias de hoje e com as regras ditadoras do mercado, da publicidade e do marketing, nem sempre (na maioria das vezes) se consegue chegar a uma plataforma de entendimento com os patrocinadores e, assim, projectos que nem o chegaram a ser, estão logo condenados à partida.

Quando se conseguem arranjar patrocínios, salvo alguma rara excepção, as motivações inerentes aos integrantes do projecto patrocinado nem sempre são aquelas que deveriam ser (por forma a que o projecto possa ter sucesso)... normalmente há a "fobia" de se ser a Equipa Campeã Nacional, "trincar"... "comer" os outros (equipas adversárias)... Se bem que isso se possa compreender, já que é a única hipótese de, eventualmente, participar em competições internacionais, considero esta uma motivação "efémera" e decerto não será este tipo de motivações que terá contributo para o sucesso duma Equipa de Voo de Formação.

Se calhar, para além do nítido desinteresse da Federação Portuguesa de Pára-Quedismo pela modalidade do Voo de Formação, esta é uma das razões, entre outras, pelas quais em Portugal as sucessivas combinações existentes ao nível de equipas de VF-4, não têm dado resultados brilhantes... as equipas que tecnicamente foram mais longe, mesmo ao fim de 500 ou 600 saltos em equipa, não têm ido além da média de 9 ou 10, que parece ter-se tornado num limite psicológico da evolução técnica permitida às equipas nacionais.

Quando falo neste valor de média, refiro-me aos valores obtidos em competição, pois são esses que contam... as equipas devem treinar tendo em vista a competição, sobretudo com elas próprias, se bem que se saiba que no final há uma classificação... a verdadeira motivação não deve ser a de ganhar aos outros. O bonito do Voo de Formação é que não é como um combate de boxe, em que há dois oponentes e contacto físico directo, em que um vence por KO ou vantagem técnica, mas sempre decorrente do contacto físico entre os dois.

No Voo de Formação, quando uma equipa está a fazer a sua sequência, dentro dos 35 segundos contados a partir do momento em que saíu da aeronave, as equipas adversárias não estão lá para "estorvar" ou para "atrapalhar"... só lá estão os elementos da equipa, onde incluo obviamente o cameraflyer, que deve ser parte integrante da equipa e não um "prestador de serviços". Por isso, a verdadeira motivação duma Equipa de Voo de Formação (seja a 4, 8 ou 16), deve ser o sentimento de recompensa que cada um dos seus elementos tem, derivado do facto de perceber que está incluído num projecto, que lhe permite associar o útil ao agradável, ou seja, fazer aquilo que mais gosta de fazer nos seus tempos livres, mas maximizando os resultados decorrentes dessa actividade, algo que só é possível se houver evolução técnica, traduzida na prática pelas possibilidades da equipa (número de pontos que a equipa vale, conhecida pelo termo em inglês "average").

É frequente ouvir dizer que gostaríamos de alinhar num projecto, sem grandes responsabilidades, só para o divertimento... mas a questão que coloco é: quanto tempo durará um projecto com essa finalidade? Um projecto tem de ter objectivos (que no Voo de Formação, nunca serão finais), traçados temporalmente e decorrentes duma programação e planeamento inerentes a esse projecto, se bem que o ambiente em que esse projecto vai ser cumprido deva ser efectivamente um ambiente de divertimento, mas... com organização, método, disciplina, querer, sacrifício, entre outros ingredientes que se lhe devem associar.

Para a maior parte de nós, a parte mais difícil do Voo de Formação a 4, é a de conseguir juntar 5 pessoas (incluindo o cameraflyer) por forma a constituir uma equipa. Isto acontece porque as variáveis em jogo são muitas e as opções são poucas. As principais são: disponibilidade de tempo, disponibilidade financeira, nível de desejo (querer), objectivos comuns e compatibilidades no relacionamento.

Quanto às disponibilidades de tempo e financeira, a maior parte de nós não detém o suficiente para corresponder aos nossos desejos pessoais. Isso implica que temos de ajustar os nossos objectivos por forma a serem compatíveis com aquilo que as restrições nos impõem, mas nunca deveremos deixar de acreditar que quando se deseja muito uma coisa, ao ponto de realmente a querer, isso poderá, por si só, ser a força motriz para transpor os obstáculos criados pelas restrições ao nível das disponibilidades de tempo e financeira.

No que ao querer (nível de desejo) diz respeito, a existência de vários níveis de desejo no seio duma equipa, não é um obstáculo ao sucesso dessa mesma equipa, se bem que seja importante conseguir que os elementos da equipa tenham níveis de querer aproximados. O importante é que todos queiram o mesmo (objectivo)... não é necessário ser campeões do mundo para se ter uma equipa de sucesso. Discrepâncias nos níveis de desejo e de querer dos vários elementos duma equipa, normalmente têm como resultado o surgir de fricções entre elementos da equipa com niveis muito diferentes (ou só diferentes) de querer, já que o querer é, por si só, uma motivação. Algo que não poderemos esquecer é que o nível de desejo (ou de querer), não pode ser forçado... é algo muito individual e próprio de cada um.

Muitas vezes as pessoas, ainda sem saberem o que é ou vai ser um projecto dizem: "... conta comigo!". A maioria das vezes, fazem-no não porque realmente queiram praticar a actividade inerente ao projecto, mas sim porque não querem ficar excluídos. O pior é quando chega a hora de alguns sacrifícios... aí as coisas complicam-se e o projecto não pode contar na íntegra com todos aqueles que se propuseram a nele participar. Aqui, só há duas hipóteses: ou queremos ou não queremos. Não se pode querer, sem se querer...

Outro aspecto que, entre as equipas nacionais existentes (ou que existiram) tem levado ao insucesso das mesmas, é o de se pensar que na equipa não tem de haver liderança. Isto é errado! Em qualquer projecto, a liderança é necessária, mas esta não deve ser uma ditadura. Se uma equipa tem regras que todos aceitam, ninguém tem de impor nada a ninguém... mas muitas vezes, as pessoas são alérgicas às regras e ao método e isso tem como resultado a condenação, à partida, de toda e qualquer evolução técnica.

Não é juntando 4 saltadores com 10.000 saltos cada um que se tem uma grande equipa... tem de haver um relacionamento excelente (se possível amigos), tem de haver cedências mútuas, tem de haver compreensão, tem de haver entreajuda, não há a procura de culpados ou de erros, todos têm se se aceitar uns aos outros como são e não pode haver fingimentos, já que estes não persistiriam por muito tempo.

Talvez esta seja a principal razão porque as equipas muitas vezes recorrem aos préstimos dum treinador. A verdadeira razão deveria ser a necessidade sentida pela equipa de evoluir para patamares técnicos superiores, quando tudo aquilo que tecnicamente essa equipa possui, já se esgotou. Mas na prática, o treinador sendo um elemento "estranho" à equipa é necessário para que se possam fazer as críticas técnicas necessárias, algo que seria impensável sem a sua presença... tudo isto porque, muito provavelmente, ou não há um bom método de comunicação, briefing e debriefing no seio da equipa, ou simplesmente não existe... e o treinador vem colmatar esse aspecto.

São as regras que defendem uma equipa e a liderança é necessária para assegurar a sua coesão e a certificação de que o plano traçado pela equipa vai ao encontro dos seus objectivos... sempre que se verifiquem desvios, eles deverão ser corrigidos, para que a evolução seja possível. Um líder não é necessariamente um treinador. Situações poderá haver em que isso aconteça, mas "leadership" e "coaching", são coisas muito diferentes.

A liderança é indispensável numa equipa, já que ela assegura que a equipa se mantém no trajecto definido pelo seu projecto, de modo eficiente e se bem que existam várias maneiras de fazer a mesma coisa, é à liderança que compete definir em qual dessas maneiras a equipa se deve focar. É a equipa que escolhe o líder e não o contrário. Muitas vezes as pessoas não concordam com a existência de um "Team Leader" porque têm receio de poderem não ser os eleitos... ou porque não querem assumir as responsabilidades inerentes à função. Não há que ter receio disso... será quem a equipa escolher e, se bem que o " Team Leader " tenha responsabilidades, qualquer equipa, para funcionar bem, deverá ter responsáveis pelas várias áreas necessárias ao seu funcionamento.

A postura de estar apenas disponível para saltar e "tudo o resto" que sejam os outros a tratar, é meio caminho andado para um eventual projecto estar condenado. O " Team Leader " deverá ser alguém de quem a equipa goste, a quem a equipa respeite (algo que se constrói, se vai adquirindo e que tem de ser mantido), que tenha bom senso e ponderação, que consiga ver as necessidades de cada elemento e da equipa como um todo e que tenha a visão de saber para onde a equipa se "dirige".

Ao contrário do que se pensa, liderança não é mandar nem impor. São muitas as responsabilidades do " Team Leader "... tem de traçar o plano para a equipa, tem de monitorar o seu progresso, tem de decidir quando e onde o plano deve ser modificado, se necessário (uma das características do planeamento, é a flexibilidade), ajuda a definir objectivos intermédios, coordena e faz mediação nos "Team Meetings" por forma a assegurar produtividade e é quem toma as decisões finais.

Para isso e por forma a não concentrar em si todas as actividades duma equipa, o "Team Leader" deve delegar. Assim tornar-se-à mais eficiente, bem como proporcionará uma maior equidade entre os membros da equipa, para além da sua responsabilização associada à da equipa como um todo.

O insucesso de muitas equipas passa pela postura que alguns dos seus elementos adoptam... Se a equipa é a materialização dum projecto, todos aqueles que nele participam devem ter algo a fazer... e isso não é, exclusivamente, saltar. Há que haver divisão de tarefas, todas elas importantes... não há tarefas supérfluas. Só com o trabalho distribuído se podem evitar tensões entre os elementos duma equipa... quando se vai saltar com essas tensões a montante, surgem os primeiros obstáculos à progressão. Ao princípio não se dá por isso, mas ao fim de alguns dias ou treinos em conjunto, a mais pequenina coisa (e que muitas muitas vezes nem sequer é relevante) faz despoletar tensões acumuladas, levando às discussões e ao mau ambiente. A existência de tensões é normal, mas estas deverão surgir pelos motivos certos (pelo cansaço do treino, por exemplo) e não por motivos errados (pela falta de querer ou de respeito pelos restantes elementos da equipa).

O objectivo duma equipa, não deverá ser, em primeira instância, "ser campeões"... isso deverá, quando muito, ser uma consequência, só possível quando se treinou com afinco, querer, método e de modo eficiente e eficaz... ou seja, produzindo resultados, mas no mais curto espaço de tempo possível necessário para produzir esses resultados.

Quando ouvimos dizer "... vamos alinhar num projecto a 4 ou a 8, mas só para nos divertirmos...", lá bem no fundo da mente de cada um de nós, por certo não passará a ideia de andar a gastar tempo e dinheiro em saltos, onde sucessivamente se "partem as saídas", onde não se passa dos 2 ou 3 pontos de média, onde alguns estarão a participar só para não ser apontados como excluídos, onde temos de esperar por um ou dois (ou mais...) para completar a preparação do salto, só por que essa(s) pessoa(s) está a atender o telemóvel, onde temos sempre alguém a contestar ou a sistematicamente não praticar o método utilizado (... porque temos de fazer flexibilidade? ... porque temos de treinar nos carrinhos? ... porque temos de ir à maquete? ... etc.), se bem que previamente acordado. Isto acontece porque quem o faz, realmente não está ali colocando aquela actividade como a sua 1ª. prioridade... e isso é um desrespeito para os restantes, que ali estão de corpo e alma.

Por isso é que juntar uma equipa, não é arranjar 4 + 1 pessoas... deve ir mais além disso... deve ser algo estudado, preparado e planeado. Seria bem interessante, poder começar a pensar num projecto (não profissional, mas encarado de forma profissional), onde maximizássemos os saltos de VF efectuados, traduzidos num objectivo comum: o da evolução para patamares técnicos superiores.

Existem referências que podem ser seguidas e ajustadas à nossa dimensão e uma delas é o Projecto Airspeed... duas equipas de VF-4 que treinam sob os mesmos princípios, com as mesmas condições e utilizando o mesmo método... e a junção dessas 2 equipas para um projecto de VF-8.

Não é preciso ser-se um especialista para se saber que o VF-4 é uma excelente fundação para o VF-8 e como tal, o VF-8 deverá assentar nessa componente. A possibilidade de se poder recorrer a duas equipas de VF-4 teria a vantagem de permitir estabelecer objectivos comuns, mas será escusado pensar num projecto de VF-8, enquanto não se puder falar dum projecto de VF-4.

Quanto mais tempo irá passar em Portugal até que possamos presenciar uma equipa a funcionar como deve ser? Será que não existe a possibilidade duma combinação de maior sucesso, entre os praticantes existentes? Ou vamos ter de esperar por aqueles que ainda se vão iniciar no desporto? Continuará um projecto de Equipa de VF-4 a ser uma “Realidade Virtual” em Portugal?

Peço desculpa pela extensão da mensagem, mas se conseguiram chegar aqui, já valeu a pena.

Um abraço,

Mário

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Colocado em http://www.mariosantos.com/ a 09 Março 2002

ã 17 Jun 2001 – Mário Santos – All Rights Reserved

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Colocado a 18 Jun 2001 em

http://www.terravista.pt/copacabana/2807/vf4_realidadevirtual.htm



[1] Publicado como Mensagem Nº. 781, a 17 Jun 2001, em “Skydive99 – Pára-Quedismo em Portugal” (Yahoo Group).